06/01/2011

Ano Novo Vida Nova

O que vos espera este ano?

05/10/2009

Simon's Cat - Hot Spot

O regresso de um favorito de alguns membros do blog. Este é curtinho :)

26/09/2009

Em véspera de eleições...

Não sou nada dado a comentário político... mas o ambiente cá em casa é um bocado este:

23/09/2009

One Health Initiative

E pra Veterinária não vai nada nada nada? Não sei se vai tudo, mas vai muita coisa... como por exemplo o mérito de ter na sua história alguns dos primeiros apoiantes do conceito de "One Health", além de uma longa tradição de veterinários que obtiveram o grau de médicos humanos como forma de complementar os conhecimentos adquiridos e praticar uma medicina realmente integrada.
É o caso de Sir John McFadyean, Inglês, habitante do longínquo século IX, patologista que trabalhou com tuberculose e antrax e que é considerado o pai da investigação veterinária moderna.

Não estou a tentar convencer ninguém a ir tirar o curso de medicina a seguir a este ;) mas sim chamar atenção para a necessidade de integrar estas duas "formas" de cuidar dos animais, dos seres humanos e da Terra onde todos nós habitamos.

Transcrevo a notícia abaixo na impossibilidade de deixar um link directo:

A Unique One Health Perspective

Individuals holding degrees in veterinary medicine (DVM/VMD) and human medicine (MD)

Quoted from an ‘introduction to One Health’ speech presented January 11, 2008 to a group of retired and semi-retired physicians at the Sarasota(Florida, USA) Friendship Center (by Bruce Kaplan, DVM):

“John McFadyean’s first love was veterinary medicine, receiving his veterinary medical diploma from Edinburgh veterinary school in 1876. He graduated from medical school in 1882 and received his science degree in 1883. McFadyean wanted degrees in Medicine and Science to prepare himself for an academic career in pathology and microbiology, grounded in the work of Robert Koch and Louis Pasteur. Although enthralled with the genius and discoveries of Koch, e.g. the famous Koch’s postulates … McFadayean respectfully challenged Koch’s erroneous assertion that Bovine TB was of little, if any concern, in its transmission to humans via milk and milk products. Over a ten year span, Dr. McFadyean was proved correct and he was subsequently knighted in 1905 for his service to veterinary science and agriculture and for his brilliant work on the royal commission on TB. He devoted his life to teaching pathology and anatomy, developing the field of veterinary research and administering the London veterinary school. To this day, laboratory diagnosis of Anthrax can be confirmed by demonstrating the organism in blood, lesions or discharges using McFadyean’s methylene blue stain for the bacillus capsule.”



Comments from modern day professional descendents of Dr. McFadyean…

Dr. Leonard C. Marcus on September 18, 2009:
“One medicine” [now referred to as One Health] is a valuable theoretical concept. Its value and practical limitations are outlined in a presentation I gave at the North American Veterinary Conference in 2004 and published under the title, Physician-Veterinarian Interaction: Why Do We Need It, How Can We Do It? in Bayer Zoonosis Symposium, supplement to Compendium on Continuing Education for the Practicing Veterinarian, vol. 26, No. 5a, 2004, pages 8-11. This article reflects my current thoughts and feelings about this issue.

I initially became a veterinarian as a way to combine my interest in biology and medicine. I became increasingly interested in specific aspects of comparative medicine, including evolution of pathogens and host response to them. I also developed an interest in parasitology and zoonoses and ultimately decided I wanted to care for human patients in these areas. My veterinary medical background gave me unique insights and was invaluable in my professional work.

Leonard C. Marcus, VMD, MD
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Dr. Larry R. Anderson on September 22, 2009:
“I fully support One Health because it is the RIGHT THING TO DO! Resources are limited and only by fulfilling the One Health Mission of collaborative efforts will we, as a society, be able to feed a growing world population and also help protect the health of people, animals, and the environment.

As a young boy I had a love of farm life. My farm animals-exposure to exceptional veterinarian role models and a family tradition at Kansas State University shifted my career choice from considering human medicine to veterinary medicine. As the only veterinarian (D.V.M.) at a U. S. Air Force base, my work with 26 physician colleagues caused me to again re-consider a career in human medicine. Since obtaining my medical degree (M.D.), I have greatly enjoyed the rural general/family practice of medicine. Training in veterinary medicine provided a useful knowledge base and stepping stone toward my pursuits in becoming a family practice physician taking care of people.”

Larry R. Anderson, DVM, MD
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Dr. Carey L. Renken on September 23, 2009:
I was a die-hard student, resident and pediatric practitioner (pediatrician). I had no concept of “rest” or identity outside of medicine. However, I experienced a severe depression in the early 2000’s and, encountered serious emotional difficulties that anyone suffering from that illness can certainly understand as do physicians who treat depression patients.

During this trying period, I had a unique experience with my 1 year-old Cavalier King Charles Spaniel, Sophiel. She seemed to sense not only my distress, but appeared to know when and what to do to “intervene.” For instance, if my energy level was low enough not to get out of bed, Sophie would stand on my chest, put her face directly into mine and stare me in the face until I smiled or got up. If I ignored her she would tap my arm until I either smiled or got up. She never needed anything except to get me moving and smiling. For a “science-minded” professional it took me a long time to believe she could perceive such human complexities but I now have no doubt she saved my life.

After I recovered I decided to pursue veterinary medicine as a career. In particular, I began investigating the human-animal bond and was amazed at the growing number of people and organizations focusing on the H.A.B. The correlation between child/domestic abuse and animal abuse is compelling. I have also seen the use of amazing animal-assisted therapy with children and have great hope that this modality may be highly useful in treating disorders such as attachment disorders in adopted children and bonding for children with autism. Out of this knowledge I was also drawn to the issues of zoonoses and common toxicology issues-especially in light of the long standing and growing public opinion that pets are members of the family leading to closer physical contact between people and companion animals.

After reviewing the One Health Initiative website with its plethora of pertinent News and Publications items, I am now convinced that “One Health” represents the best hope for the future of health and health care for our society (worldwide)!

Carey L. Renken, MD (DVM Candidate)

20/09/2009

Pirandello

Noite de teatro, tese acabada (pelo menos por momentos!), outras defendidas. Marcam-me as palavras de Pirandello:

"Ela era o meu pesadelo, mas preenchia-me..."

Quando a realidade de hoje se torna a ilusão do passado, surge a pergunta:

Vocês sabem quem são?

E talvez até sejamos todos personagens à procura de um autor, de um (con)texto que nos contenha e de alguém que nos realize. Realidade? Ou ficcção?
Parabéns Susana!! Está na altura de representar um novo papel!

stage door by slimmer_jimmer

28/08/2009

Nostalgia

Acabei de ver o vídeo que fiz para o aniversário da Susana e deu-me a nostalgia... Saudades de estarmos juntos e o tempo passar sem darmos conta. Com teses, sem teses, trabalho, haverá sempre espaço para os amigos. E lutando para que as coisas aconteçam conseguiremos prolongar estes momentos.
Até Domingo!!
Beijos

Sexta, 28 de Agosto 2009

04/07/2009

Dinamarca, mar de sangue? Não é preciso ir tão longe...

(a propósito de um mail que recebi, já mais do que uma vez... e da facilidade com que as pessoas aceitam a informação que lhes é dada. O assunto é com certeza controverso e espero não trazer chatices ao blog por causa disto, mas a resposta estava dada, mais valia "afixá-la" algures. A cópia da mensagem está aqui. Comentaŕios bem-vindos)

Não sou a favor da caça a baleia, mas sou a favor da informação.
Sou aluno de veterinária e não gosto desta mensagem, que já recebi mais do que uma vez. Preocupo-me com o bem-estar dos animais e penso fazer disso o meu trabalho para a vida. Com certeza o email anterior com fotografias chama mais a atenção do que os links que deixo abaixo, mas se tiverem realmente interesse em mudar esta situação e outras mais preocupantes, informem-se e eduquem os vossos amigos e familiares.
  • A caça à baleia representada nas imagens ocorre entre meia a uma dúzia de vezes por ano, nas Ilhas Faroé, que pertencem à Dinamarca.
  • O número de cetáceos mortos por ano ronda os mil animais, em média.
  • É oficial, legal e regulamentada tanto em termos de número, como de metodologia.
  • Não deixa de ser controversa.
  • Os cetáceos alvos desta caça (baleia piloto) não pertencem a nenhuma espécie em vias de extinção.
  • A caça de pequenos cetáceos não é regulamentada pelo IWC (International Whaling Commission), organismo que regula a caça à baleia internacional.
  • É uma actividade cultural, assim como as touradas em Portugal e Espanha.
  • Não é um ritual de "passagem", apesar de já ter tido essa conotação.
  • Não é uma actividade comercial.
  • Toda a carne das baleias apanhadas é distribuída entre os habitantes que participam na caça. Nesse sentido, é mais "útil" do que as touradas, lutas de cães, galos, circos, etc.
  • Estudos científicos avaliam anualmente o impacto ambiental e o "bem-estar" dos animais, que é mais do que se faz com as touradas em Portugal.
  • O próprio Ministério da Saúde das Ilhas Faroé aconselha a diminuição do consumo de carne de baleia, devido aos níveis elevados de contaminantes e toxinas ambientais que existe nela, fruto da poluição dos mares.
  • Não deixa de ser controversa...
Aqui mesmo no nosso país, considera-se neste momento voltar a caçar baleias, o que me parece muito mais grave e preocupante... Deixo-vos alguns links com mais informações e alguns conselhos.
  • É barbaro, mas para mim o acto de matar qualquer animal é. Pode ser necessário, mas não deixa de ser bárbaro.
  • Aconselho-vos a visitarem o matadouro de aves, ou de grandes animais mais próximo do vosso hipermercado preferido, mais próximo da vossa casa.
  • Aconselho-vos a ver como funciona um barco de pesca.
  • Aconselho-vos a assistirem a matança de um porco.
  • Aconselho-vos a deixarem de comer carne.
  • Desafio-vos a utilizarem os novos métodos de comunicação para distribuirem informação útili e relevante, que vos ajude a fazer escolhas acertadas.
  • Desafio-vos a procurarem informação e não se contentarem em receber e reencaminhar apenas o que é "chocante".
  • Desfafio-vos a verem os "débeis mentais" que estão ao vosso lado, em vez de se limitarem a insultar os que estão longe...

"Surely, my friends pointed out, rather than attempting to block a traditional and sustainable harvest, environmentalists would better focus their energies on preventing the slow poisoning of the seas, which in the long run pose a far greater threat to the whales, and to us all." - artigo da BBC

http://en.wikipedia.org/wiki/Grindadrap
http://www.whaling.fo/Default.aspx?ID=6840
http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/from_our_own_correspondent/3104494.stm
http://archives.cnn.com/2000/NATURE/09/11/faroe.islands.enn/index.html
http://www.chef-project.dk/marinecontaminants.html
http://www.pbs.org/frontlineworld/stories/faroe605/video_index.html - vídeo muito interessante com ênfase em estudos recentes sobre as consequências dos elevados níveis de mercúrio no consumo de carne e banha de baleia

Portugal disposto a aceitar caça costeira à baleia